“Aprendi que por mais que pareça difícil seguir sua vida com ausência de algumas coisas é sempre possivel, basta você querer. Vai doer, mas o alivio que te traz de se ter livrado de algo que nem era pra ter entrado em sua vida é bem recompensador. As vezes por mais que não queiramos, necessitamos abrir mão de algumas coisas sim, para poder crescer e experimentar coisas novas, mas dentro de seus limites. Esse ditado de se arriscar sem ter medo acho meio sem sabedoria, para se arriscar por algo devemos reconhecer antes de tudo nossos limites e saber se o que te pede para se arriscar, se arriscaria da mesma forma por você.”
15 de abril de 2012
“Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.”
13 de abril de 2012
Eu te digo meu amor que seja verdade que sejam muitos quilômetros que nos separe, que as horas dos seus dias sejam diferente da dos meu, e que muitas outras coisas não sejam igual, mas eu te digo que o amor que eu sinto por você, esse amor nunca vai mudar, se for mudar é somente para aumentar, ele vai continuar não importa onde você esteja e que sejam oceanos que nos separem, eu vou estar sempre esperando por você e te amando, bem aqui.
10 de abril de 2012
“Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errado. Quando eu deixei de ficar irritado só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.”
16 de novembro de 2011
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.
12 de outubro de 2011
Fico procurando o que sobrou, se é que eu posso dizer que ainda restou alguma coisa. É como uma pessoa que desaparece sem vestígios, é como se doesse e eu não soubesse o porquê de doer. Como se eu devesse continuar procurando saber o que eu sinto e ao mesmo tempo devesse deixar as coisas como estão, que o tempo se encarrega de arrumar tudo…
6 de outubro de 2011
"(...)Mas, menino, eu sempre fiz tudo errado. Sempre fiz questão de ir quando meio mundo estava voltando, sempre tive essa cabeça dura que não deixa nada entrar e perturbar. E foi nessa de não deixar que eu errei, que eu me ferrei todinha. Era pra eu ter deixado entrar na cabeça - na casa, no coração, na alma. Era pra eu ter distribuído um pouco desse amor que carrego dentro do peito - tá pesando, meu pequeno, tá doendo até a alma essa solidão sem fim. Era pra eu ter ficado e insistido. Mas não fiquei, não tentei nem sequer amolecer esse coração que parece uma pedra, não fiz nem um pingo de questão de olhar para trás quando pela porta da tua casa eu saí. Errei, e como errei quando me desfiz de você, como fui burra por ter deixado você comendo poeira, pequeno. E como queria voltar atrás e fazer tudo de novo, mas é tarde e passou. Estupidez a minha te dizer tudo isso quando de nada adianta ficar insistindo, quando você já está em outros braços procurando por um carinho que não é o meu. É que besteira eu sempre fiz, mas ter te deixado foi a pior de todas(..)"
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